Em Janeiro jogava no Vitória de Setúbal. Em Março deslumbrava em Old Trafford. Em Agosto foi vendido por 15 milhões de euros ao Lyon. Agora foi convocado pela selecção francesa para o decisivo play-off diante da Irlanda de Trap.
Novembro 6, 2009
A continuação do fabuloso destino de Cissokho
Posted by El Comandante under Futebol | Tags: Cissokho, Futebol, Gajos com sorte na vida |1 Comment
Novembro 6, 2009
Não sei se mereço
Posted by El Comandante under Música | Tags: Alcoolemia, Anos 90, Música Portuguesa |Leave a Comment
Novembro 6, 2009
Animação Zero
Posted by El Comandante under Macau | Tags: Lazer, Macau, Vida nocturna |[2] Comments
Umas das coisas com que acabei por me resignar ao viver em Macau, foi a escassa e monótona vida nocturna.
Rareiam os espaços ao ar livre exceptuando a zona das “Docas” e predominam os sinistros karaokes onde jovens chineses se embebedam e exercitam os seus dotes vocais ou os bares dos casinos, caros e artificiais.
Quando esporadicamente se realizam festas, a generalidade das pessoas sai não para se divertir mas sim para ser vista, o que resulta numa marcação cerrada.
Por último temos as discotecas, que não passam de verdadeiros antros fechados a que não penso voltar.
É uma pena ver uma zona como a Doca dos Pescadores, totalmente desaproveitada.
Novembro 4, 2009
Futsal em grande
Posted by El Comandante under Desporto, Macau | Tags: Desporto, Futsal, Macau |1 Comment
Nos jogos Asiáticos Indoor a disputarem-se no Vietname, a selcção de futsal de Macau perdeu os dois jogos que disputou frente ao Turcomenistão e ao Irão por 3-0 e 24-0 respectivamente!
Novembro 4, 2009
Falcão mostrou o caminho para os oitavos
Posted by El Comandante under Futebol | Tags: Champions 2009/2010, Porto |Leave a Comment
Não foi brilhante mas foi indiscutível a vitória do Porto ontem em Nicósia, que garantiu o apuramento para os oitavos, com 2 jornadas por disputar, o que não deixa de ser notável.
Mesmo com a qualidade de jogo a deixar novamente muito a desejar, o espírito competitivo e a experiência europeia estiveram lá permitindo o quarto apuramento para os oitavos da era Jesualdo.
Estou certo que tanto a equipa técnica como o plantel têm consciência que terão de melhorar bastante para evitar futuros dissabores.
PS: A este nível não se podem falhar golos certos como os que Hulk e Falcão falharam. Com equipas mais fortes isso paga-se bem caro.
Novembro 3, 2009
Acabaram as brincadeiras
Posted by El Comandante under Futebol | Tags: Champions 2009/2010, Porto |Leave a Comment
Hoje em Nicósia espero que o Porto não facilite e some mais 3 pontos que poderão garantir o apuramento para os oitavos caso o Atleti não vença o Chelsea.
Uma coisa é certa, exibições como aquelas diante da Briosa e do Belenenses não se poderão repetir e está na hora de a equipa encarar os 90 minutos de forma séria sem desleixos e faltas de concentração.
Uma vitória poderá fazer milagres no moral da equipa para os compromissos futuros.
Apoel – Porto 03h45 TDM
Prognóstico: 0-1 Autogolo de um jogador do Apoel
Novembro 3, 2009
Novo recorde
Posted by El Comandante under Macau | Tags: Casinos, Economia, Macau, Receitas |Leave a Comment
Os inúmeros casinos de Macau registaram no mês de Outubro um novo volume recorde de receitas no montante de 12,6 mil milhões de patacas.
Desta forma foi batido o anterior recorde de 11,2 mil milhões de patacas que datava do passado mês de Agosto
Novembro 3, 2009
Agradeço ao Pedro Rolo Duarte pela referência feita ao meu modesto blogue no Janela Indiscreta da Antena 1
Novembro 2, 2009
Concerto brutal num ambiente surreal
Posted by El Comandante under Música | Tags: Buraka Som Sistema, Concertos |1 Comment
Primeiro que tudo, o horário surreal do concerto. Meus senhores, um concerto às 20h não lembra a ninguém. Depois uma série de restrições ridículas, como a de não se poder beber, fumar ou ter de se desligar o telemóvel…
Por momentos cheguei a recear que não se pudesse dançar mas vá lá que isso não aconteceu…
Com a banda no palco, tudo se esqueceu e os Buraka corresponderam às expectativas com uma bela actuação cheia de energia e de pujança.
Muito bom!
Novembro 2, 2009
O Governo que o país pediu
Posted by El Comandante under Crónicas, Jornais, Portugal | Tags: Crónicas, Expresso, Miguel Tavares, Política |1 Comment
Nem uma única vez José Sócrates usou a palavra reformas no seu discurso de posse. Nem uma única vez sugeriu sangue, suor ou lágrimas em a benefício de um futuro melhor. Nem uma única vez disse que iria tentar pôr o Estado a gastar menos para que o monstro do défice público não devore a riqueza que o país consiga produzir. Falou sim, em diálogo, co-responsabilização, consensos, convergências: a paz podre. Uma paz sem vencedores nem vencidos, sem conflitos nem escolhas, sem problemas nem soluções. Paz no nosso tempo, paz nesta legislatura – e a geração seguinte que pague depois a factura.
Também o Presidente não lhe exigiu reformas ou tão pouco as sugeriu. E nenhuma voz da oposição, à esquerda ou à direita, se atreveu a murmurar que, todavia, continua a ser urgente reformar o Estado e a administração pública, que todos os anos consomem metade da riqueza produzida. Que, por exemplo, é preciso conter os gastos na Saúde (dispararam no Verão, depois de uma lei que dispensa de receita médica os medicamentos de administração continuada, integralmente participados pela Segurança Social); que, uma vez dinamitada de alto a baixo a avaliação dos professores, com a conivência de toda a oposição, permanece por resolver esse pequeno problema de termos os maiores gastos per capita da Europa na Educação, com os piores resultados. Pelo contrário: todos estão de acordo em desmantelar organizadamente as poucas reformas que o anterior Governo de José Sócrates ensaiou nos dois primeiros anos de vida – e que, juntamente com a primeira tentativa séria de controlar o défice público, foi a única coisa boa que fez.
Todos os membros do anterior gabinete que tinham ousado enfrentar os lóbis instalados nos respectivos sectores caíram, sem excepção. E, assim, todos ficaram felizes e a esperança regressou aos habituais clientes de dinheiros públicos: a torneira vai voltar a abrir-se para todos, seja para comprar submarinos ou fazer negócios de favor com a Refer, seja para não semear nem colher nos campos, seja para produzir ‘arte’ subsidiada para um mercado que a rejeita. Ou para as grandes empreitadas públicas, justamente chamadas “do futuro”, porque vão hipotecar criminosamente o futuro das gerações que se seguem. Afinal, o Bloco de Esquerda até tem razão, por portas e travessas: é menos indecente subir ainda mais os impostos agora, para financiar o delírio de aeroportos, TGV, auto-estradas, pontes e tudo mais, do que deixar a conta integralmente por pagar a quem vier a seguir.
Costumam dizer que o povo nunca se engana na hora de votar e, acreditando nisso, José Sócrates limitou-se a interpretar, muito legitimamente, a mensagem das urnas: o povo quis um novo mandato para Sócrates porque, obviamente, não viu alternativa melhor; mas, desta vez, quis Sócrates a governar em minoria, para ficar livre da tentação reformista e da veleidade de conter os gastos públicos, quando há tanta gente que depende deles. Agora, o povo espera que este governo, contido e manietado à nascença, flutue à tona dos problemas, negociando ora à esquerda ora à direita, de modo a que tudo o que é essencial fique na mesma. Ou seja, que se mantenha a baixa produtividade e competitividade da economia, a ineficácia da administração pública e da justiça e o descontrolo dos gastos públicos, com o consequente agravamento do spread dos empréstimos contraídos pelo Estado português no estrangeiro e a consequente subida dos juros a pagar.
O clima de alegre descontracção que se instalou depois da maratona eleitoral é de tal ordem que já ninguém se preocupa com a famosa crise, com excepção dos mal-afortunados que perderam o emprego. Os funcionários públicos – que tiveram o melhor ano de sempre, com um aumento salarial de 6% (negociado antes da crise), face a uma inflação de 1%, reclamam agora 4,5%, com a tranquilidade de quem não teme a falência da entidade patronal e se está absolutamente nas tintas para o facto de o défice público ter disparado num ano para mais do dobro. Já o PCP, por seu lado, reclama um salário mínimo de 500 euros em 2010, e um aumento de 20%, para 600 euros, dois anos depois – tudo a ser aprovado desde já, com o dinheiro que se há-de inventar ou pedir emprestado ao estrangeiro. E até o eterno dr. Gilberto Madaíl, sem dar cavaco a ninguém, lançou-nos numa candidatura ao Mundial de Futebol, quando ainda pagamos e pagaremos para sempre a factura de seis estádios novos que ele exigiu para o Europeu de 2004 e que não têm sombra de utilidade ou justificação, a não ser o “desígnio nacional” de que falava o dr. Jorge Sampaio.
Perante este panorama de desresponsabilização geral, face a uma legislatura que se anuncia de marcação de todos a todos, sem que nenhum partido ouse enfrentar interesses instalados e pagar a respectiva factura política, José Sócrates não consegue esconder o alívio com que vai recomeçar a governar. Afinal de contas, quase ninguém lhe augurava uma tarefa tão facilitada: trata-se de contentar todos e com o apoio de todos. Essa nova espécie dos ‘politólogos’ não se lembrou, antes pelo contrário, de adivinhar tal cenário: difícil, afinal, é governar Portugal em maioria absoluta e sentir a obrigação e a responsabilidade de mudar o que dramaticamente precisa há décadas de ser mudado.
Para a festiva ocasião, Sócrates montou assim um extraordinário governo, composto pelo ‘núcleo político’ e o ‘núcleo técnico’. No primeiro, estão os ‘ideólogos’ e políticos profissionais do aparelho socialista – gente como a notável promessa vinda da JS, Marcos Perestrello, humilhantemente ’sovado’ por Isaltino Morais, em Oeiras. No segundo, está um ilustríssimo naipe de desconhecidos funcionários públicos ou aparentados, e onde se aproveitou para despejar a incontornável quota feminina, para grande satisfação da drª Edite Estrela. Aos primeiros, cabe a nobre tarefa de fazer política; aos segundos, a de executarem as ordens políticas vindas de cima. Santos Silva e Jorge Lacão, do ‘núcleo político’, já começaram aliás a ‘governar’, com o aviso à oposição de que pagará um alto custo se derrubar um governo apostado em não fazer mal a ninguém. Quanto aos ‘funcionários’, seria uma agradável surpresa se algum deles viesse a mostrar ter voz e vontade política própria: não é certamente por acaso que, com tanta gente com ideias conhecidas e válidas em matéria de agricultura, de ambiente ou de cultura, por exemplo, Sócrates tenha conseguido produzir três absolutos desconhecidos para cada uma dessas pastas.
Este é um governo de aparatchiks e de directores de serviço: uma originalidade, uma experiência nova. Um governo do menor denominador comum, que promete um programa de acordo com a maior vontade comum da nação: que nada de essencial mude. Resta-me dizer, como um dia disse o meu pai, “queira Deus que eu esteja enganado!”.
Miguel Sousa Tavares in Expresso



