Março 2009



images9Simplesmente, os melhores! A sua carreira de quase 20 anos é pródiga em momentos geniais. Quem como eu já teve o prazer de os ver ao vivo, fica impressionado com as magníficas actuações deste quinteto de Seattle e com o respeito que têm pelos fãs.

Além disso, fazem-me recordar os tempos despreocupados dos gloriosos anos 90!

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“A sátira O Triunfo dos Porcos atira-se aos comunistas e à hipocrisia de Estaline, o líder da URSS quando George Orwell escreveu o livro (1944). A história é sobre uma quinta onde os porcos se aproveitam do desejo dos seus camaradas animais de se livrarem da opressão. Os porcos fazem a revolução sob belas palavras de ordem como: “Todos os animais são iguais.” Mas o livro acaba com os porcos a viver na casa do antigo proprietário, os outros animais a trabalhar por míseras rações e com as palavras de ordem um bocadito modificadas: “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros”… Tão genial que O Triunfo dos Porcos é hoje um dos livros mais citados. Pois, soube-se agora, esteve quase a não ser editado. Jornais ingleses revelam que T.S. Eliot, poeta que foi Nobel em 1948, rejeitou o original que lhe levou George Orwell. A história “não era convincente”, disse Eliot, que, antes de ser editor na Faber&Faber, trabalhou como banqueiro no Lloyds Bank. Mais uma notícia a convencer-nos que os banqueiros são uns nabos a prever.”

Ferreira Fernandes in DN


Recordando os conturbados tempos vividos no final do ano passado, agora são os apoiantes de Thaskin Shinawatra que clamam pela dissolução do Governo e pela realização de eleições antecipadas.

Na terra dos sorrisos, parece não haver forma de se chegar a um entendimento e agora são os camisas-vermelhas que rodeiam o edifício do Governo.

A mim custa-me a perceber como se pode apoiar um homem que enriqueceu de forma escandalosa com a anterior passagem pelo Governo e após ter sido deposto, se deu ao luxo de adquirir o Man City por verbas astronómicas.

Talvez ajude ele ter distribuído pelas zonas mais pobres inúmeros electrodomésticos a fazer lembrar o Major em Gondomar…


Em certas tardes de Inverno, sobretudo quando está sol, atrás do estirador de Maria José Fundevila pousa uma prancha de body board, discretamente encostada a uma das paredes da sala. Para esta arquitecta paisagista de 39 anos, o momento mais triste do ano é quando a hora muda. “Já não posso ir à praia no final do dia de trabalho”, diz desolada.

Por isso, sempre que pode, ela e Paula Alves, também paisagista na Divisão de Estudos e Projectos na Câmara de Lisboa, aproveitam a hora de almoço para atravessar a ponte sobre o Tejo e voar até à Costa da Caparica. “Sou especialista em vestir-me em parques de estacionamento. O pior mesmo é calçar umas meias de vidro com as pernas ainda molhadas do surf”, solta Paula numa gargalhada. Ao contrário de Maria José, que mora em Lisboa e só tem as horas de almoço e alguns fins-de-semana, Paula, 34 anos, vive na margem Sul. O dia pode começar com um passeio na crista das ondas, ainda antes de levar o filho ao infantário. “O único problema do surf é ser tão viciante que quando não o faço fico intolerante e irritada.

Muitas vezes, deixo de fazer uma data de coisas de que também gosto para ir surfar”, confessa. “Já imaginou, no Inverno, sair da cama muito cedo, cheia de frio para ir para o mar? Às vezes é um sacrifício. Mas quando lá chego e vejo a praia vazia e sem vento, entro na água, sozinha com a minha prancha, sinto uma paz absolutamente indescritível.”

Este é um excerto da reportagem publicada no Expresso sobre o “vício” do surf. O resto podem ler aqui

In Expresso


bowl

– Após os dois primeiros dias onde somaram por derrotas os jogos efectuados, os Lobos limparam a imagem no terceiro dia e venceram a Taça Bowl (disputada pelos últimos de cada grupo e piores terceiros) no famoso torneio de Sevens de Hong Kong, ao baterem o Uruguai na final por 14-12. Desta forma ficaram no 13º lugar entre 24 equipas.

– No Dragão, Portugal deu mais um passo atrás no apuramento para o Mundial e começa a ver as contas muito complicadas. Mais uma vez, falharam-se golos em série e quando isso acontece não há milagres… Começo a ficar convencido que Queiroz é  um verdadeiro pé-frio

– Frederico Gil continua a evoluir em grande estilo e apurou-se para a terceira ronda do Torneio de Mami com uma excelente vitória sobre Karlovic. Agora vai defrontar Nadal…

A



” Foi numa destas noites de acédia. Enquanto me esforçava por ler alguma coisa, ia espreitando a repetição de um reality show na TV, o tipo de programas em que todos se comovem e todos esbravejam. Quatro seres humanos debatiam assanhadamente um magno problema: um deles tinha o hábito de pôr o gato a dormir dentro da máquina de lavar. O tom era de escândalo, de confronto, de recriminação. O público, por sua vez, também participava. Havia os que insultavam o homem do gato, os que defendiam o gato do homem e os que apresentavam sofridas condolências pela sina do bicho. O moderador, todo ele teatral, lutava por serenar a revolta. Com razão. Por coisas bem menores que enfiar um gato num programa de lavagem, já foram feitas revoluções, já se depuseram presidentes.

Lembrei-me disto ao acompanhar outro acontecimento “real” nas últimas semanas: a morte de Jade Goody. Para quem não saiba, Jade Goody foi a mais famosa dos concorrentes do Big Brother britânico. Tão famosa que pôs milhões de ingleses vidrados nela como numa montra, soberbamente impressionados com a sua ignorância e maneiras vulgares. Não tardou a que tanta atenção mediática rendesse a Jade uma pequena fortuna. Quem era Jade Goody? Ninguém. Comum, feia, boçal, iletrada e com uma vida de terror (os pais tinham sido toxicodependentes e ela própria começara a drogar-se aos cinco anos), não tinha uma única virtude por que pudesse ser reconhecida. Mas numa época em que o onanismo social campeia por todo o lado, Jade Goody chegou à condição de celebridade só por ser quem era. A Inglaterra prostrou–se e os media não a largaram.

Cada uma das suas histórias de vida passou a valer chorudos direitos televisivos. Além das histórias, o resto: a fragrância Jade Goody, os DVD Jade Goody, a autobiografia de Jade Goody, o casamento de Jade Goody. Tudo igualmente mau. Até que Jade ficou a saber em nova aparição televisiva que tinha um cancro cervical. Depressa percebeu que estava a morrer. Desde aí, toda a gente pôde seguir passo a passo a marcha assassina da doença. A “princesa do proletariado” fez o que pôde para morrer à nossa frente. Em directo.

Este fascínio colectivo por Jade Goody tem levantado perguntas. Dizem alguns que ela representava a apoteose do ordinário numa era ordinária; outros que mostrava a obsessão da cultura de massas com a celebridade. O melhor comentário que li sobre o caso veio de Rod Liddle, cronista da revista Spectator. Acontece que, dentro e fora das câmaras, Jade Goody concentrava em si todos os atributos da autodestruição. Talvez porque a vida dela fora uma desgraça continuada, Jade Goody era esse exemplo extremado de alguém que não tinha uma perninha de vergonha. E nós assistimos a tudo, com hediondez e horror. Até à catástrofe final. ”

Pedro Lomba in DN

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