A partir de agora, irei escrever em http://hotelmacau.blogspot.com/


A tentativa de aluguer de Mourinho por dois jogos revela o total desnorte da FPF. Depois da falta de coragem para demitir Queirós, recorrendo a processos espatafúrdios,  esta incursão a Madrid dá novamente uma imagem confrangedora dos dirigentes lusos ao nível de uma Federação do Burkina Faso ou do Djibuti


Aceitam-se apostas sobre quando a União Europeia e o FMI terão de intervir para salvar a economia portuguesa…


Impossível ficar indiferente a este texto de Pedro Ribeiro no Dias úteis

O dia em que aprendi o que é estar morto

“Hoje, estive morto. Senti que toda a vida se escapava pelo ar que, aflito e a custo, respirava, enquanto as lágrimas eram gritadas, louco no carro, os olhos à procura, à procura, à procura.

Morri, ali.

A minha filha deveria sair da Escola de Santo António, na Parede, apanhar uma carrinha do ATL e eu ia buscá-la.

O que é que aconteceu? O cartão da escola, que supostamente controla as entradas e saídas dos alunos, valeu zero. Ela saiu, porque viu uma carrinha de ATL e entrou. Era o ATL errado. Ninguém lhe perguntou o nome, não houve uma chamada, nada. Ela entrou com uma colega e só após duas horas de aflição indizível, comigo à procura dela por todo o lado, é que o telefone tocou. De um “After School“, a perguntar se eu era o pai de uma Mafalda Ribeiro, que eles tinham, aflita, a pedir para ligarem ao pai. Aliás foi ela que falou: “papá?”

Durante duas horas, morri. Percorri ruas de possíveis percursos, olhei para todas as sombras, parques infantis, supermercados, escola antiga, liguei para os pais de colegas dela, todos os absurdos e horrores passaram pela minha cabeça, chamei o seu nome, entre choro, em ruas e em todos os recantos da escola. Nada. Evaporou-se. Horrível. Uma tristeza, uma aflição, um horror que nunca mais vou esquecer. E quando o telefone tocou e era ela, aquela voz doce da minha princesa, minha vida, meu ar, meu sopro de vida, eu soube o que era renascer. E desfiz-me em lágrimas de novo, e dali até ao tal After School, que teve a minha filha à sua guarda por engano, até ela pedir para ligarem ao pai, levei um segundo e levei toda a vida. Obrigado meu Deus, obrigado! Estacionei às tês pancadas, voei em passo trocado de nervos, pela rua fora, Mafaldinha, Mafaldinha, Mafaldinha, cego de amor aflito, só há descanso e vida quando a abraçar e estiver tudo bem.

Quando a abracei, e ela, agarrada a mim, me disse, apenas: “Olá Papá” eu soube que tinha renascido. E ela também, coitadinha.

Como cartão de visita da nova escola, estou esclarecido. Tantas referências boas e afinal é isto: no primeiro dia, por maioria de razão, deveria existir um ainda mais rigoroso controlo de entradas e saídas, mas quando cheguei o portão estava escancarado, como deveria estar quando a Mafalda viu uma carrinha do ATL a chegar, estava na hora e ela saiu da escola e entrou na carrinha. Ninguém perguntou nada, ninguém fez nada.

E um ATL mete um grupo de crianças numa carrinha, não pergunta nomes, não verifica nada e só ao fim de duas horas é que, perante a aflição de uma criança de 10 anos a pedir para ligarem ao pai é que se acaba com este horror?

Quando penso na forma como desaparecem crianças, para sempre, todos os dias, penso que esses pais e filhos terão sentido isto, e muitos, mesmo sobrevivendo, morreram para sempre.

Eu tive a sorte de poder renascer.

E sei que, a partir de hoje, ganhei uma nova causa: fazer tudo o que estiver ao meu alcance para contribuir para uma Escola responsável, atenta, segura, onde os nossos filhos aprendem e podemos, enquanto pais, estar descansados.

Quando depois desta tarde de horror, fui buscar o pequeno Gonçalo ao colégio e ele me disse, comprometido, “Papá, parti os óculos a jogar à bola” eu disse para mim: que importância é que isso tem? Nenhuma, realmente, não tem nenhuma importância.

Não podia dizer-lhe que o pai hoje tinha aprendido o que é morrer, e tinha tido a bênção de poder nascer de novo.”


– Grande jogo no Dragão com Hulk a jogar barbaridades para grande desgosto de Ricardo Costa e seu amigos. Em 7 jogos oficiais, 7 vitórias.

– Voltou a choradeira para os lados da Luz, provavelmente para esconder o péssimo início de época. Sinceramente,por vezes  dá vontade de lhes sugerir que criem um campeonato só para eles e deixem os outros em paz, poupando-nos aos seus delírios de pseudo-grandeza.

–  Incrível o sucedido no Everton-Man United com os diabos vermelhos a concederem 2 golos depois dos 90 e escapando-se de sofrer mais um pois o árbitro interrompeu um perigoso contra-ataque da equipa de Liverpool.

PS: Ler esta excelente cronica de Jorge Maia sobre o assunto



Após a sentença do processo Casa Pia, existe algo que me deixou desconfiado. Refiro-me à absolvição da proprietária da casa de Elvas, só possível por uma alteração legal de 2007, que parece ter sido feita  à medida deste caso.

Quase sempre o que parece é…

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