Macau



Perto do meu local de trabalho, existe uma associação que ocasionalmente distribui cupões de 50 patacas para compras num supermercado.

Fico sempre impressionado com as enormes filas que se fazem , chegando ao ponto de horas antes da abertura, já estarem inúmeras pessoas na fila, como se fossem assistir a um concerto do Tony Carreira.

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“DITO, desde os Antigos, que a inveja faz enverdecer. Como faz diminuir a talha. Com efeito, o invejoso sente-se mais pequeno, diminuído, e isso acaba por ter reflexo numa postura corporal encolhida. É por isso que muitas vezes os apanhamos em bicos-dos-pés.
Mais bizarro é o advento do verde na pigmentação. Porque razão se atribui ao invejoso, desde tempos primevos, uma tonalidade esverdeada? Há quem assegure que a inveja prejudica o fígado e provoca a emanação de um excesso de bílis, podendo também, de quando em vez, alourecer o cabelo.
Outros, porém, descartam por completo esta hipótese, por lhe faltar um real raciocínio científico. Pouco fisiognomonistas, estes sábios afastam radicalmente qualquer possibilidade de relação entre a inveja e qualquer degeneração física, chamando mesmo a atenção para o facto de existirem invejosos de todos os calibres, tamanhos e feitios.
Seja como for, por mais que lhe falte a pujança científica, a teoria do esverdeado pequeno, afinal baseada no senso comum da observação quotidiana, continua a atrair numerosos adeptos.
Um dos tiques comuns nos ataques dos invejosos é a tendência para a identificação com o objecto da sua inveja. Por exemplo, insinuar que o outro obedece a determinada prática de que afinal é ele próprio devoto, ou seja, transferir para os outros os seus próprios defeitos. Neste ponto, a razoabilidade esvai-se e o argumento torna-se impossível.
É muito desagradável ser alvo de inveja. Dantes dizia-se ser vítima de mau-olhado porque, supersticiosamente, acreditava-se que o invejoso, investido de sagrada bílis, poderia realmente afectar a vida alheia. Aliás, é próxima a relação da inveja com o olho: diz na Bíblia, citada por Francis Bacon nos seus Ensaios, que a inveja é uma “ejaculação do olho”. Ora como se pode compreender não é simpático ser alvo de “ejaculações” alheias. Ou seja, a inveja é chata e acaba por incomodar.
Os portugueses têm uma relação particular com a inveja. Não será por acaso que Camões a utiliza como palavra final da epopeia. O poeta reconhece-lhe certamente um valor fulcral no ser português para, sem pejo, encerrar “Os Lusíadas” com tão estranho sublinhado. Com sobejas razões de queixa, Luís Vaz sublinha, mas as lamúrias de um poeta parecem pívias quando comparadas com as catástrofes motivadas pelo facto de “a galinha do vizinho ser melhor que a minha”. É na disputa das insignificâncias que o ser invejoso melhor expõe a sua excessiva altaneirice saloia, acidez e mediocridade.
Contudo, existe uma excepção. Num pequeno enclave, situado no sul da China, a inveja, mesmo entre a comunidade portuguesa ali moribunda da História, não medra. Não, aqui a inveja não tem lugar. Ainda que às vezes, em noites de mais intenso luar, a imaginação nos proporcione às vezes a visão de um ser enfezado e verde. É mentira: ele não está lá.”

Excerto de um editorial de Carlos Morais José no Hoje Macau. Escusado será dizer o nome do destinatário destes mimos…


“Questionado sobre a possibilidade de o executivo poder inverter, no futuro, essa posição, permitindo aos mais de 72 mil não residentes mudarem de emprego perante melhores ofertas de trabalho, o responsável disse: “Se o trabalhador acha que as condições que o empregador lhe oferece não são suficientes ou são maltratados, ele pode voltar à sua terra para tentar arranjar outro emprego”

Director da DSAL  na Agência Lusa


Gostaria de saber quem foram os inteligentes que definiram a passagem do futuro Metro de Superfície pelo belo jardim do Nape, um dos raros espaços verdes da cidade.

Só pode ter vindo de gente que passa a vida instalada no seu gabinete com ar condicionado, preocupada em amealhar milhões e mais milhões.


A fobia pelo sol é tão grande que um destes dias vi uma senhora que mesmo confortavelmente instalada num riquexó debaixo de uma bela sombra, não largava o seu chapéu de chuva/sol.


Infelizmente amanhã vai fechar o simpático estabelecimento iraniano situado perto do Leal Senado onde se comiam deliciosos Kebabs entre outras iguarias.


São 18h. O céu está escuro como bréu, troveja com grande intensidade, cai uma chuva diluviana, sente-se a humidade habitual e relâmpagos cortam o horizonte.

Perdoem-me a expressão mas o clima desta terra é uma grande merda.

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