Pelo sexto ano consecutivo, o Real Madrid foi eliminado nos oitavos da Champions. Ontem o Lyon de Licha e Cissokho após ter sido claramente dominado na primeira parte, conseguiu equilibrar a partida no reatamento e chegou ao empate por Pjanic, respondendo ao golo do inevitável Ronaldo.

Hoje todos caem em cima de Pellegrini, mas talvez fosse bom procurarem outras razões para estes insucessos, como a sobranceria e arrogância que predomina naquele clube, bem patente na entrevista que Sérgio Ramos tinha dado ontem na Marca onde previa uma vitória por 3-0 frente ao Lyon…


Jesualdo resolveu mais uma vez inventar numa deslocação a Inglaterra e o resultado como de costume foi desastroso. Ele que nunca primou por lançar jovens na equipa, resolveu lançar Nuno André Coelho  num jogo desta importância, a jogar  fora da sua posição habitual.

Simplesmente brilhante.

PS: Este desastre mostra igualmente o desastre que foi a importação de contentores de sul-americanos como Prediguer que supostamente seria o substituto de Fernando e acabou por nem ser inscrito na Champions


– O Porto merecia bem mais em Madrid, onde fez um excelente jogo, pecando como habitualmente na finalização e em Helton. Apesar de tudo, conseguiu reagir a diversas contrariedades como um golo sofrido aos 3 minutos e aquele mega-pato de Helton pertíssimo do intervalo, levando um resultado positivo para o Dragão

– Em Alvalade viveu-se uma noite de pesadelo com uma goleada das antigas do Bayern que mostrou a habitual eficácia alemã. O Sporting até começou bem a partida mas um passe errado de Derlei permitiu o primeiro de Ribery e a partir daí foi o desastre.

– Bom jogo em Milão, com o Man Utd a dominar o jogo quase por completo, valendo Júlio César a Mourinho para ainda acalentar algumas esperanças para Old Trafford. Ronaldo esteve em grande e jogou ao nível de um melhor do mundo.


Pelo segundo ano consecutivo passamos a fase de grupos da Champions em primeiro lugar. Ontem, uma vitória tranquila sobre o Arsenal, que poderia ter sido mais folgada, comprovou o crescendo de forma desta equipa.

Agora, venha o diabo e escolha, pois os 6 adversários disponíveis são de grande nível. Tenho um palpite que irá  sair o Atlético, do “Judas” P.Assunção.

Quanto aos Sportinguistas, desejam de certeza que lhes calhe o Pana, pois os restantes são de assustar.

Dia 19 se verá!


“No acórdão da sentença que determinou a participação do FC Porto na edição da Liga dos Campeões que hoje se inicia, o Tribunal Arbitral do Desporto destroça a UEFA e põe em cheque tanto a Comissão Disciplinar da Liga como o Conselho de Justiça da FPF. O documento, que demorou todo este tempo a redigir – a decisão foi anunciada a 15 de Julho – chegou ontem aos clubes envolvidos, mas só trouxe motivos para ser bem recebido pelos dragões. No mínimo, a norma que o excluía da Champions vai a enterrar.

O painel de juízes do TAS nem chega a aprofundar a violação do princípio da retroactividade, ou seja, a decisão de excluir o FC Porto da Liga dos Campeões por actos ilícitos cometidos antes da existência dessa regra – uma das principais armas de defesa dos dragões. Para o Tribunal Arbitral, o regulamento viola vários outros princípios, a começar pelo da proporcionalidade. Levada à letra, diz o TAS, a alínea d) do ponto 1.04 exclui perpetuamente os clubes que cometam actos ilícitos. Em lado nenhum, ressalvam os juízes, está determinado que a exclusão seja de um ano (ou dois, ou três) como pretendia o instrutor da UEFA no processo inicial. Outra falha encontrada é a do desrespeito pelo princípio da igualdade de tratamento: os clubes só sofreriam a sanção coincidindo o ano da condenação com o ano do apuramento para a Champions. Sem apuramento, não há castigo.

Mas o TAS rapidamente põe de parte a norma, já feita em pedaços, por entender que nem é necessário discuti-la: o FC Porto não preenche os requisitos para ser castigado por ela. O painel afirma que os critérios não ficaram estabelecidos, mesmo que a UEFA pudesse decidir apenas com base na decisão dos órgãos portugueses. “As duas decisões do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol e da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa”, concluem os três juízes, “não demonstram com a certeza necessária que o FC Porto ou o seu presidente estiveram envolvidos em actividades ilícitas”. E, na opinião do TAS, mesmo que provassem, a UEFA tem meios para julgar a culpabilidade do FC Porto autonomamente e não pode estar vinculada às sentenças da Comissão Disciplinar ou do Conselho de Justiça.

O outro tema forte do Apito Final – se a condenação do FC Porto transitara ou não em julgado – foi considerado pouco importante pelo Tribunal, que no acórdão diz “perceber” a decisão de não recorrer tomada pela SAD portista, dada a irrelevância dos seis pontos perdidos. Até porque “ficou provado que o recurso do presidente aproveitava ao clube”.

Para o tricampeão português, este acórdão pode ser o salvo-conduto que faltava, dado estar ainda no ar a possibilidade de uma futura exclusão da Champions. O TAS fica pelo menos comprometido com esta decisão, que terá forçosamente reflexos em hipotéticos recursos, mas o mais certo é que a UEFA retire, ou substitua, a alínea d) do ponto 1.04 dos regulamentos da Liga dos Campeões e da Taça UEFA. E uma nova redacção que possa afectar o FC Porto atingirá também Milan, Juventus, Fiorentina, Marselha, etc, etc.”

Fonte: O Jogo


O Vitória não conseguiu o apuramento para a Champions ao perder em Basileia por 2-1, com um tremendo sentimento de revolta, pois viu um golo límpissimo anulado aos 87 minutos sem razão aparente.

Por outro lado, este afastamento não espanta, pois o plantel desta temporada é bem mais fraco, talvez em virtude de terem concentrado energias na tentativa de ocuparem a vaga do Porto na Champs.

O golo anulado a Roberto apenas demonstra a urgência de se aplicarem meios audiovisuais no futebol, para evitar situações similares, que neste caso custaram 5,4 milhões de euros aos vimaranenses.

Agora segue-se a UEFA, onde vão fazer companhia aos seus novos amiguinhos do SLB


Embora ainda se possa recorrer, trata-se sem dúvida de um momento negro. Em minha opinião, é o momento ideal para se fazer uma limpeza a nível de dirigentes, erradicando-se este tipo de comportamentos.

O momento em que decidiram não recorrer, foi de facto uma burrice impressionante.

PS: Pago para ver se casos como o Estoril Gate vão ser investigados, ou se vão continuar a assobiar para o lado.


Em noite de chuva torrencial, o Man Utd foi mais feliz e levou de vencida um Chelsea que tudo fez para ganhar este jogo e se pode queixar das bolas nos postes…

O primeiro tempo foi todo dos Red Devils que viram coroado o seu domínio com um golo de CR a que se podiam ter sucedido mais, não fosse Cech ter feito duas defesas excelentes e Tevez ter chegado atrasado a um cruzamento.

Quando já passava dos 45, um remate de Essien bate em Ferdinand e apanha Lampard isolado que beneficia de uma escorregadela de Van Der Sar para atirar a contar.

O segundo tempo pelo contrário foi dominado pelo Chelsea que podia perfeitamente ter sentenciado o jogo neste período, não fosse um grande remate de Drogba ter esbarrado no poste.

Ferguson mexeu muito tarde na equipa e só após a entrada de Giggs, o jogo se repartiu pelas duas áreas.

O início de prolongamento foi entusiasmante e a um remate de Lampard á barra seguiu-se um remate com selo de golo de Giggs salvo de forma soberba por Terry.

O resto do prolongamento trouxe inúmeros problemas físicos nos jogadores e os inevitáveis despiques físicos que resultaram na expulsão de Drogba.

Nos penaltis, CR fez uma paradinha absurda e podia ter ficado ligado de forma cruel a uma derrota mas Terry no momento decisivo escorregou e atirou ao poste!

Por ultimo, Anelka permitiu a defesa a Van Der Sar e deu a terceira Taça ao Man Utd sem que parecesse ter ficado muito afectado com isso ao contrário de Terry.

Assim, os críticos de Mourinho poderão argumentar que sob o seu comando o Chelsea nunca chegou á final da Champions ao que os seus seguidores poderão argumentar que as finais são para se ganhar e Mourinho ganhou as 3 que disputou em Inglaterra.

Eu penso que Grant beneficiou muito das bases criadas pelo trabalho de Mourinho, tendo pelo caminho aproveitado sorteios bastante favoráveis e um momento de sorte em Liverpool como foi aquele auto-golo de Riise aos 95 minutos…