Quarta-feira, 3 de Setembro, 2008



Os novos donos do Manchester City estão dispostos a pagar 165 milhões de euros para contratar o avançado português Cristiano Ronaldo, jogador do rival Manchester United. Uma soma astronómica que o grupo Abu Dhabi United Group estaria disposto a desembolsar na reabertura do mercado de transferências, em Janeiro, afirmou ontem Sulaiman Al-Fahim, membro da nova direcção dos “blues”, citado pelo jornal inglês Guardian.

A concretizar-se, dobraria a transferência mais cara de sempre (recorde que ainda pertence ao negócio que envolveu a ida de Zinedine Zidane para o Real Madrid, que pagou 76 milhões de euros à Juventus, em 2001).

E superaria de longe a oferta de 100 milhões de euros que os merengues terão apresentado aos “red devils” durante o Verão , quando tentaram contratar o jovem internacional português. O clube de Old Trafford recusou a proposta espanhola, mas resistirá aos 165 milhões de euros dos árabes que esta semana compraram o “City” ao ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinatrawa?

“Ronaldo disse que quer jogar no maior clube do mundo, por isso, em Janeiro vamos ver se ele estava a falar a sério”, argumentou Al-Fahim, que se afirma empenhado em construir um “dream team” capaz de ganhar a Liga dos Campeões num prazo de dois a três anos.

Na mira do grupo que controla o emblema de Eastlands estão outros craques a jogar na Premier League, como Fernando Torres (do Liverpool) e Cesc Fabregas (do Arsenal), ou fora de Inglaterra como Thierry Henry, David Villa e o brasileiro e campeão do mundo Ronaldo.

Quanto ao número sete dos “red devils”, Al-Fahim argumentou que um jogador como Ronaldo custará mais do que os 100 milhões oferecidos pelo Real Madrid. “E por que não? Nós vamos ser o maior clube do mundo, maior que o Real e o Manchester juntos”, disse o representante do “City” que quer contratar “um mínimo” de 18 jogadores.

“Não vamos gastar dinheiro com qualquer um, mas se pudermos trazer os melhores jogadores do mundo, e se o treinador os quiser, então vamos comprá-los”, afirmou Al-Fahim que, anteontem, concretizou a transferência mais cara da época na Europa, ao pagar 42 milhões de euros por Robinho. Ao pé deste poder, os milhões de Abramovich (do Chelsea) parecem… peanuts.”

Fonte: Público


NENHUM SILÊNCIO É INOCENTE


Baptista-Bastos
escritor e jornalista
b.bastos@netcabo.pt

Diz-se que Manuela Ferreira Leite vai “quebrar o silêncio”. Diz-se que esse magno acontecimento ocorrerá no domingo, no encerramento da Universidade de Verão do PSD. Diz-se, numa amarga perturbação, que a calada senhora, a fim de manter a estratégia da inaudibilidade – apenas sussurrará.

Esta atmosfera espectral, que o previsível Pacheco Pereira designa de necessária pausa para meditação, não tem sido, propriamente, aplaudida de pé. As dúvidas erguem-se, como puas, nas almas perplexas dos militantes. E a conspiração alastra como eczema. Menezes, feroz e irado com a mudez obstinada da dr.ª Manuela, ameaça com um congresso devastador. Marcelo manifesta-se incomodado e, até, aflito, com a cruel ausência da presidente. Santana Lopes, apesar de primo da dr.ª, não descansa um mísero segundo sem a fulminar com impiedosos comentários. Ângelo Correia abandonou a efusão das metáforas. Proclama que este rumo absurdo conduzirá o partido às profundezas do abismo. A dr.ª usa a retórica do desdém (moita, carrasco!) que deixa os adversários desatinados.

Mas já não são, exclusivamente, os “barões” a criticar as águas palustres onde, penosamente, se move o PSD da dr.ª Manuela Ferreira Leite. As “bases” começam a embaciar o fascínio sentido pela senhora. Circula um abaixo-assinado no qual se pede uma “sacudidela” à “abulia e à inércia” do partido. As palavras são aprimoradas; mas não deixam de ser rudes.

A Universidade de Verão parece, na lógica deste panorama, a contra-regra do Pontal; digamos: um sinédrio intelectual e grave, destinado a inculcar em cem ansiosos moços o breviário da “social-democracia” à portuguesa. A coisa é notoriamente confusa. E a identidade dos “professores” uma barafunda pegada, repleta de narcisismos perversos e de nervosas ambições.

Não sei se os meus pios leitores imaginam a natureza dos discursos de Pacheco e de Leonor Beleza, de António Borges e do general Garcia Leandro, sem omitir, claro!, o inimitável António Vitorino, socialista e tudo, sobretudo nos dias ímpares. Quase todos os nomeados são directamente responsáveis pelo estado a que chegou o País. Parte do descrédito da acção política a eles se deve. O nosso desalento deixou de ceder a qualquer apelo cívico, e as nossas emoções mais asseadas foram letalmente atingidas. A casta que tomou conta da Pátria devia ser condenada por indignidade nacional. Chega a ser infame a lista das prebendas, das reformas sumptuosas, das funções acumuladas, dos duplos e triplos vencimentos auferidos por uma gente desprezível, que entre si partilha o bolo, num macabro trânsito de interesses.

Os cem jovens que assistem ao conclave de Castelo de Vide vão, com aqueles “professores”, aprender – quê? Os exemplos não são virtuosos.


As receitas do jogo no mês de Agosto ascenderam a 9,6 mil milhões de patacas, o que representa uma subida de 44% relativamente ao mesmo período do ano passado.

Refira-se que de Janeiro a Agosto essas mesmas receitas rondaram os 77,5 mil mihões de patacas, o que se traduz num aumento de 51% relativamente ao mesmo período de 2007.

Tem-se falado num abrandamento do sector do jogo, mas não vejo onde ele vai ocorrer…